31 maio 2010

O Signo de Escorpião e o Amor

Pode não parecer, mas a verdade é que os Escorpiões são amantes românticos e sonhadores. Buscam pela alma gêmea.

O difícil é convencer um Escorpião a revelar o amor que sente. Chegam a optar por aquele amor platônico, distante, silencioso e suspirante.

Quando se envolvem, se entregam totalmente. Capazes de renúncias e sacrifícios pela pessoa amada. Acreditam no amor eterno, e, por isso mesmo, são tão cativantes.

Gostam de pessoas tranquilas e discretas. O Scorpio tem muita necessidade de fidelidade, daí a lendária fama de ciumento.

Fonte desconhecida (www) - Autor desconhecido

25 maio 2010

Ó, lascivos lábios...

Originalmente aparado por Igor Ferrante em EroSensismo. em 19 Maio 2010.

A boca. Eis o que a mim mais fascina em ti. Como são absolutos os teus lábios em meu mundo de sonhos. E como a boca minha deseja-lhe a tua desesperadamente...

Mas como podeis, então, tu seduzir-me tão completa e irresistivelmente? Sinto ribombar-me no peito o coração, quando, ao acaso, ocorre-me te ver passando; e, por reservas, volto a cabeça, para que tu não me vejas nos lábios o irreprimível sorriso que sinto subir a eles. Iluminas-me. Ponho-me a divagar sobre as intercorrências do destino que colocar-nos-iam em comunhão. E incendeia-me o corpo sonhar com a docilidade dos beijos teus.

Silêncio. Eis o que a mim mais fascina em tua boca. Essa quietude que cobre-te como que com a suave e terna melancolia dos amantes saudosos. E teus lábios selados lançam-me em um ímpeto luxurioso de tomar-te nos braços, findado todo o comedimento.

Vivamos nosso indizível amor (!)...

em itálico, trecho livremente baseado em Gustave Flaubert

24 maio 2010

Curvas na estrada e rosas na mesinha

Imagem: Wikipédia - cópia e distribuição autorizada.

Conheci-te há dois dias. Penso que amei-te. Em fantasiosa loucura, cheguei à certeza de que também tu me amou. Mas existem tantos sentimentos que pesam contra essa possível verdade!

Estou só há tanto tempo! Como leal escorpionino, é claro. E tal como sou, quase não consigo ocultar toda a sensualidade que emana de mim. Tento manter meus olhos voltados sempre para o chão ou para algum canto das paredes. Não posso olhar-te nos olhos. Meus olhos denunciam-me. Tu certamente perceberás as chamas que lhos animam. Mas mantendo-os longe do teu rosto, como poderia perscrutar-te a alma? Sinto-me tímido em tua presença. Isso fatalmente tu percebes, estou certo. Gostaria poder dedicar-te minha inteira atenção! Entretanto é preciso dirigir palavra a nossos amigos; estamos em essa calma confraternização. Como posso perguntar-te de teu passado? Como posso conhecer-te as qualidades? Não sei quem és!

21 maio 2010

Saudades de outrora


Apresento-te meus olhos. Dizem alguns que são a janela da alma. Eis, então, que esses são janelas abertas para o passado.

Embora saiba que aquela época não fosse gloriosa absolutamente, a distância que agora me separa das lembranças daquele tempo lança, sobre esse passado, uma densa bruma que relativiza e indetermina. Os infortúnios que, outrora, pareceram-me intransponíveis e castigantes, consomem-se agora, se perdendo no turbilhonamento de anos de recordações acumuladas.

As lembranças do que foi bom, das melhores companhias, dos deliciosos dias frios e iluminados, são as que vencem com menor dificuldade o véu que encobre-me o passado. E rememorio-me de tais momentos. Possíveis aulas de Matemática, árvores e gramados, e divertidos irresponsáveis ao meu lado.

Mas meus olhos não são esses mais...