02 junho 2010

Ó, perfundidos perfumes...

E o sonho continua...

Ainda em beijos, trocamos nossas primeiras palavras. É a primeira vez que ouço tua voz dedicada a mim. O som é profundo e carregado, como que a emanar-te dos recantos da alma, onde habitam os desejos nunca confessados. As palavras tuas inflamam-me os sentidos; ouço os mínimos ruídos que nos rodeiam, meus dedos lêem os menores detalhes da tua pele descoberta, minha língua glorifica-se com a suavidade mentolada da tua e com o delicado suor que rebrilha em teu pescoço.

Mas imperante é o perfume teu. Combinando-se com a química da tua pele, ele me atinge violentamente, domina-me com poder absoluto. Envolve-me, como que volutas de incenso sagrado desenrolando-se nas alturas da nave de uma catedral, ampliando surrealmente meu espaço; nosso espaço. Enlouquece-me teu perfume. Minha face afunda-se, enquanto abraço-te, em o teu pescoço, a beijar-lhe. A barba, por fazer, atrita-se com a tua pele, fazendo-te arrepiar e estremecer. E também a mim um arrepio percorre todo o corpo. Desejo-te e também tu me desejas...

2 comentários:

  1. Infelizmente não pude provar destes beijos ainda, mas muuuito os quero.
    Seu cheiro me facina, enlouquece-me, adoro...
    Desejo - te. Como gostaria que fosse reciproco.
    Bjão

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  2. Talvez possa tornar recípoco, MAS... EU NÃO SEI QUEM É VOCÊ!!!

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