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A Rainha, pela primeira vez alheia ao seu mundo, buscava um refúgio para amargar sua solidão, indo encontrá-lo nos recantos esquecidos dos jardins. Naquele outono, a natureza, em vertiginosa decadência, ainda vencia. Os jardineiros, há algum tempo, haviam parado de recolher as folhas caídas, que agora se amontoavam em todos cantos, cobrindo os gramados e caminhos de pedra. Os arbustos, antes podados em formas esculturais, por vezes extraordinárias, deformavam-se. Já não se viam flores, e ventos gélidos, prelúdios do inverno, balançavam as árvores. Mas, em verdade, os jardins apresentavam uma beleza inquietante, fruto de uma força indômita que seguia soberana e silenciosa.
Naquela manhã insensível, a Rainha caminhava, mais uma vez, pelas calçadas de pedra, recentemente lavadas por uma chuva tímida. Ia costeando os canteiros desfolhados, guiada inconscientemente pelos pés que já conheciam os lugares mais reconfortantes. Por um instante, deteve-se extasiada diante de um conjunto de árvores particularmente extravagante, suas copas cobertas de berrantes cores outonais. No momento seguinte, o vento varria-lhe novamente os pensamentos. Distraída, continuou seu caminho.
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Quer você queira, quer não, as histórias tão se emendando lentamente... Castelo, rainha, jardim real, lembancas... Se eu fosse você, continuava a história daí e seguia =P
ResponderExcluirBom dia meu amor. Tenha um excelente dia. Já tem programa para o final de semana. Super beijo.
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